TILÁPIA

Uma história de sucesso

TILÁPIA (Oreochromis niloticus), originária da África, é uma espécie da família Ciclidae. Seu cultivo teve o primeiro impulso após a Segunda Guerra Mundial, mas se sabe que os Egípcios já a cultivavam desde 4.000 a.C.. A princípio restrito à África Central, rapidamente, o cultivo foi se espalhando para a Ásia e América, especialmente para os países subdesenvolvidos, como estratégia da FAO para o combate à desnutrição protéica. Ainda na década de 50, a tilápia teve seu cultivo estimulado no Brasil pelos órgãos de fomento e assistência técnica. Todavia, não existia uma tecnologia apropriada à espécie e a quase totalidade dos cultivos acabou resultando em superpopulação de tilápias com peso muito abaixo do almejado pelos consumidores. A tilápia, que outrora fora uma espécie promissora, na década de 80 passou a ser considerada uma praga e seu cultivo indicado somente como peixe forrageiro. A partir da década de 90, com a popularização das técnicas de inversão sexual, os cultivos monosexo (apenas machos) foram viabilizados. As novas linhagens permitiram uma redução no tempo de engorda e aumento no rendimento em filé, que é o principal corte. A sua carne hoje já pode ser encontrada nos principais mercados brasileiros e vem sendo industrializada por frigoríficos particulares ou de cooperativas de produtores. É uma espécie pouco susceptível a doenças e muito resistente à falta de oxigênio, podendo suportar concentrações de apenas 1 mg/l, durante longo período. Uma característica interessante é sua grande adaptação à água salina, podendo ser criada em água salobra ou do mar, no entanto, nestas condições, não se reproduzem e seu crescimento é reduzido.

Tilápia é saúde

Além do potencial produtivo, as tilápias possuem boas características organolépticas e nutricionais, tais como: carne saborosa e extremamente branca, baixo teor de gordura (0,9 g/100g de carne) e de calorias (172 kcal/100g de carne), ausência de espinhos em forma de “Y” (mioceptos) e rendimento de filé de aproximadamente 35% a 40 %, de acordo com a gramatura do animal, o que as potencializa como peixes para industrialização.

Ricas em proteínas e sais minerais, segundo especialistas, elas apresentam, ainda, significativas taxas de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, que exercem importantes funções no corpo humano, além de baixo percentual de colesterol e inexistência de relatos de restrições ao seu consumo.

Os peixes possuem nutrientes indispensáveis ao organismo, como: cálcio, potássio,selênio, ferro, iodo, cobalto e vitaminas como a niacina e a vitamina A. Ingerir pelo menos 10 gramas de peixe por dia melhora a habilidade mental. A ingestão do ômega 3 auxilia a diminuir os níveis de triglicerídeos e colesterol total, enquanto que o excesso dele pode retardar a coagulação sangüínea. É, também, um importante mediador de alergias e processos inflamatórios.